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20/09/2019
Neonazismo: brasileiros formam rede com estrangeiros...

Integrante de grupo neonazista detido no Rio Grande do Sul

Grupos organizados que difundem ideias neonazistas e racistas no Brasil estão trocando experiências e conteúdos com grupos similares dos Estados Unidos, da Europa e da Argentina. O objetivo é fortalecer e multiplicar as atividades em solo brasileiro (que incluem ativismo digital, encontros nas ruas e possíveis ataques com o uso da violência), atrair novos adeptos e aumentar sua força política.

Muitos desses grupos são ramificações de denominações tradicionais estrangeiras, algumas delas com participação nos confrontos raciais violentos de Charlottesville, na Virgínia (EUA), no último dia 12 de agosto.

Essa movimentação foi identificada pelas polícias civis de Porto Alegre e de São Paulo e por especialistas que monitoram esses grupos e o fluxo de informações de cunho intolerante na internet. Embora as polícias avaliem a situação hoje, no Brasil, como de relativa calma e sem ações violentas, como registradas há alguns anos, mantêm monitoramento constante por meio de equipes especiais.

Este monitoramento inclui a troca de mensagens via internet por integrantes desses grupos e a consolidação de banco de dados sobre eles. No Rio Grande do Sul, o trabalho preventivo contra crimes de ódio é realizado pelo 1º DP (Distrito Policial) de Porto Alegre, sob o comando do delegado Paulo César Jardim. Em São Paulo, a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) mantém serviço de inteligência sobre intolerância, comandado pela delegada-titular Daniela Blanco e pelo investigador-chefe Nelson Collino Jr. 

Armas e material de apologia ao nazismo apreendidos em São Paulo

As investigações recentes mostram que grupos do Rio Grande do Sul, com foco na capital, têm mantido comunicação continuada com neonazistas europeus, da Ucrânia e da Itália, e também sul-americanos, da Argentina. Esses contatos estão sendo feitos de forma remota, via internet, e ainda não permitem dizer que ações conjuntas de ódio no Brasil estão sendo planejadas, segundo a polícia. A preocupação, no entanto, existe.

No começo deste ano, em São Paulo, integrantes do grupo skinhead neonazista Kombat Rac gravaram vídeo de sua ação contra judeus, colando cartazes antissemitas em postes do centro da cidade.

Ricardo Wolffenbüttel/Folhapress

Artefatos para atos de violência, apreendidos em Caxias do Sul (RS)

A região Sul do país historicamente é terreno para o surgimento e a aç&ati

Fonte : www.uol.com.br

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