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17/07/2019
Após 13 anos, júri condena 3 acusados de ataque neonazista no RS

Uma das qualificadoras do crime foi motivo torpe por discriminação contra a religião das vitimas, o Judaísmo. Ainda cabe recurso.

Os réus Laureano Vieira Toscani e Thiago Araújo da Silva foram condenados a 13 anos de prisão em regime fechado. O terceiro acusado, Fábio Roberto Sturm, a 12 anos e oito meses. Thiago e Fábio poderão recorrer em liberdade. Já Toscani responderá preso por ter viajado ao exterior sem comunicar à juíza do caso. 

O júri popular que condenou os réus, na 2ª Vara de Porto Alegre, durou dois dias, totalizando cerca de 22 horas de sessão. Na terça-feira, o tribunal ouviu vítimas, os três réus e testemunhas. 

Uma das vítimas preferiu não comparecer porque havia encontrado um dos acusados em um shopping da cidade. A acusação exibiu uma bandeira com a suástica nazista, livros de teoria de supremacia branca, entre outros materiais de cunho neonazista, encontrados nas casas dos acusados. Na quarta, o júri ouviu novamente advogados de defesa e a Promotoria. 

Em nota, a Federação Israelita do Rio Grande do Sul, disse que “a justiça foi feita”. "O julgamento de hoje entra para a história da Justiça brasileira, não só para a comunidade judaica, mas para toda sociedade, que precisa combater o ódio e o discurso de ódio dos radicais", afirma o presidente da entidade, Zalmir Chwartzmann. 

Uma reportagem da Folha de 2017 lembrou que o julgamento, previsto para ocorrer em 2013, seguia sem data. Inicialmente, o Ministério Público denunciou 14 pessoas pelo crime. O processo acabou sendo cindido, parte dos crimes prescreveu, outros foram arquivados.

Além dos três réus condenados nesta terça, seis pessoas ainda devem ir a julgamento pelo caso. O próximo júri está marcado para o dia 22 de novembro. 

O ataque aos três jovens judeus ocorreu numa noite de sábado, 8 de maio de 2005, nas esquinas das ruas República e Lima Silva, na Cidade Baixa, bairro boêmio da capital gaúcha. Eles foram agredidos com pontapés e socos. Um deles levou uma facada no abdômen, o que configurou a tentativa de homicídio. 

Os agressores, homens e mulheres, tinham idades entre 15 e 30 anos, alguns usavam cabeças raspadas e vestiam coturnos com cadarços brancos, marca associada a skinheads racistas. 

De acordo com relatos, um dos membros teria apontado para um dos jovens usando quipá —espécie de chapéu em forma de circunferência, usado por homens da religião judaica— e dito: “tem judeu lá”. A data marcava 60 anos do fim da Segunda Guerra Mundial na Alemanha, quando o país se rendeu. 

“Enquanto quatro agrediam, três ficaram de costas para a agressão desafiando quem tentava se aproximar e dois davam voz de comando”, lembra o delegado da Polícia Civil do RS, Paulo César Jardim, responsável pela investigação do caso. “Este caso deve servir com

Fonte : Folha de São Paulo

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